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Superstições à brasileira — Onde a bola e a fé dividem o campo

Se futebol fosse só tática, chute a gol e preparo físico, o futebol não seria o esporte mais passional do planeta.

Independente da nacionalidade ou crença, o jogo começa bem antes do apito inicial e muitos acreditam que se decide levantando com pé direito da cama, com aquela camisa pra cada competição ou gestual nas arquibancadas e, no caso dos jogadores, no vestiário. Superstição é lei não escrita e quem desobedece costuma amargar derrotas.

Um dos maiores zagueiros da história do futebol inglês, John Terry tinha a dele. Quando jogava no Chelsea, o próprio revelou se sentar sempre no mesmo lugar do ônibus do clube, escutar as mesmas músicas e estacionar o carro no mesmo lugar no estacionamento do estádio Stamford Bridge.

Eu, por exemplo, não assisto cobranças de pênalti do Flamengo. No jogo contra o Emelec, em 2019, passei toda a disputa sentado e de cabeça baixa no Maracanã.

Em entrevista recente ao Football Focus, o goleiro Éderson, do Manchester City e da seleção brasileira, revelou que há 8 anos usa a mesma cueca em todos os jogos. Se dá certo ou não, não vem ao caso, fato é que a peça íntima já deve estar pedindo arrego.

Mas para quem ainda acha que isso ficou no passado, basta olhar a beira do campo hoje. Tem técnico que não pisa na linha lateral, jogador que só entra com o pé direito e dirigente que repete a roupa do último título.

Como bem cantou Ludmilla:
“Saiu pra me esquecer, furou o pneu / Foi pro Maraca e o Mengão perdeu / Foi dar rolé na praia e choveu / Pensou que era foda e se fodeu”.

Para quem acredita, meu consagrado, não tem jeito! Tem que fazer tudo direitinho pra não azedar o caldo. No futebol, como você já viu, vale tudo: oração, promessa, meia furada, frango enterrado e bilhete de mãe no bolso…porque no fim das contas, ganhar é obrigação — e azar de quem duvidar da mandinga.

O caso supersticioso mais conhecido é simplesmente do maior vencedor da história da Seleção Brasileira: um cara aficcionado pelo número 13. Segundo consta, isso começou com a sua mulher, devota de Santo Antônio, que se celebra em 13 de junho. Zagallo chegava até mesmo a anotar em um bloco frases com 13 letras que mostrassem seu otimismo.

Você pode acreditar ou não, mas o fato é que o “Velho Lobo” faturou quatro Copas para gente: 1958, 62, 70 e 94.

E você, qual superstição que carrega pro jogo? Conta nos comentários!

Uma resposta a “Superstições à brasileira — Onde a bola e a fé dividem o campo”

  1. Muito bom kkkkk

    Se com fé ainda complica, imagina para quem vai sem.

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