Bem-vindo ao Crise na Gávea! Aqui, o Flamengo é pauta todos os dias – com muita análise em cima de informação e achismos, corneta, um humor ácido e soberba, bem do nosso jeito! Se você gosta do debate sobre o Mengão, esse é o lugar certo para você. A vida não é um morango, às vezes, quase sempre, tem uma crise!

NUNCA ABRA MÃO DE SER FLAMENGO

Você, meu caro, que em algum momento da temporada olhou pro campo e pensou “acabou, irmão, vamos focar na Libertadores”, precisa dar um tapa na própria cara de torcedor.

Desde quando o Flamengo “foca em uma coisa só”?

Desde quando o Flamengo escolhe onde vai ser gigante?

Isso aqui é Flamengo, parceiro. E Flamengo não escolhe batalha — ganha todas, ou morre tentando.

Lembro de quando a gente gritava, sem um pingo de vergonha, “ih, Libertadores qualquer dia tamo aí!”

Era risada, era esperança, era aquele amor sem garantia.

E agora, que a gente tem estádio lotado, elenco de figurinha rara e conta bancária de novela das nove, tem gente querendo jogar a toalha?

Ah, vá pra arquibancada refletir, meu amigo.

O Flamengo não é esse clubinho Nutella que desiste no primeiro tropeço.

Flamengo é raiz, é porrada e poesia, é acreditar quando todo mundo já foi embora.

Se o adversário for o Brasil de 70, o Flamengo ainda tem que ser favorito no nosso coração.

Perder é do jogo. Empatar é do jogo.

Mas duvidar do Flamengo? Isso é um atentado ao flamenguismo.

Quem viu Obina fazer gol milagroso não tem o direito de duvidar.

Eu sou da geração 88, fui forjado em um passado de luta, de Carlinhos Violino gritando na beira do campo, de Júlio César salvando, de Pet e Adriano fazendo o Maraca tremer — tudo isso foi forjado na marra.

Não é agora, num tropeço aqui ou acolá, que a gente vai virar essa torcida de iFood que pede título na entrega expressa.

O Flamengo pode estar mal, pode estar perdido, pode até parecer morto.

Mas basta uma faísca, um gol espírita, e pronto: lá vem a Nação de volta, acreditando de novo, com o coração pulsando feito bumbo de torcida.

Porque ser Flamengo é isso: é olhar pro caos e dizer “dá pra virar”.

É cair de pé, xingar chorando e sorrir suado.

É acreditar no improvável, porque o improvável é a nossa zona de conforto.

Então, se um dia te disserem que acabou, você responde sem pestanejar:

“Acabou nada, irmão. Aqui é Flamengo, porra!”

Vamos por mais! Que semana teremos.

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