Parece que o Flamengo resolveu estrear na Libertadores 2025. Vitória segura sobre a LDU, domínio absoluto. Mas faltou aquele capricho no final pra sair do Maraca com a alma lavada.
Estreia tardia, mas convincente
Demorou, mas chegou. O Flamengo finalmente fez sua estreia real-oficial na Libertadores. Não no papel — lá já estava há algumas pífias rodadas — mas em campo, com futebol de gente grande.
A vítima da vez foi a LDU, que aparentemente sentiu a baixitude carioca depois de tanto se acostumar com a altitude de Quito.
No Maracanã, o Rubro-Negro dominou do apito inicial até o final, com intensidade, marcação sufocante e um ar de “era pra ter sido assim desde o começo”.
Começo avassalador (sim, de verdade)
Com menos de 10 minutos, Léo Ortiz aproveitou a bola aérea e guardou. O jogo nem tinha esquentado e o Flamengo já estava com a vantagem no bolso. A partir daí, o roteiro foi de domínio total, daqueles que deixam o adversário pensando onde se meteu.
A LDU mal passou do meio-campo no primeiro tempo. Não por falta de vontade, mas porque o Flamengo não deixava. A famosa pressão alta funcionou como um despertador às 6h da manhã: irritante pra quem sofre, necessário pra quem assiste.
Segundo tempo, gol cedo de novo, e aí… deu sono
Veio o segundo tempo, veio a jogadaça do Alex Sandro — sim, aquele mesmo que pra muitos não é lateral agudo — e veio o gol do Luiz Araújo, aos 8 minutos. Tudo indicava que dali pra frente seria goleada, passeio, show. Só que não foi.
Filipe Luís resolveu mexer no time, colocar uma sombrinha no calor da partida. As substituições deram aquela esfriada marota. E, na minha visão de jogo, a baixa intensidade pós mexidas nada tem a ver com a entrada do Pedro e aquele blá blá blá de que ele não entrega essa pressão. O resultado estava feito e o time pareceu confortável demais com os 2×0.
Nada de errado com isso, mas quando se trata de Libertadores, a torcida queria ver o saldo subindo que nem preço de passagem aérea.
Vale o destaque:
Que partida fizeram Gerson e De la Cruz! A dupla de meias/volantes atuou num nível altíssimo. Marcando, cobrindo espaços, distribuindo jogo, pisando na área…um desfile. Mas torcedores emocionados, calma. Pulgar é o titular absoluto da posição.
Já Arrascaeta não estava em uma noite inspirada. O camisa 10 ficou abaixo da qualidade habitual e também da intensidade. Mas não dá pra desmerecer nunca. Espero que tenha guardado forças pro final de semana.
Michael: esforço de sobra, pontaria de menos
E como ignorar a atuação de Michael? O camisa 16 correu como se o gramado estivesse pegando fogo. Correu mais do que eu corro de ligação da Claro.
O atacante se ofereceu o tempo todo, tentou finalizações, jogadas, dribles. Mas a tomada de decisão… essa ficou no vestiário mais uma vez. Ainda assim, sua movimentação foi importante pra manter o adversário encurralado. Se não brilhou, ao menos iluminou o caminho.
Você que acha que ele não merece estar no Flamengo, talvez tenha memória curta, aqui vai um refresco. Ele foi o destaque do jogo contra o Bahia no último final de semana.
Resultado justo, mas a conta ficou devendo
O placar de 2×0 era o mínimo aceitável — e cumpriu a função: passou a LDU no saldo e colocou o Flamengo com a faca e o garfo na mão na briga pela vaga. Mas ficou no ar a sensação de que dava pra mais. Dava pra passar o carro, fazer saldo, aplicar uma daquelas vitórias que terminam com “olé”.
Agora é fechar a fase de grupos contra o Táchira no Maracanã. Vitória é obrigação (sempre é). Goleada? Um pedido justo. Classificação em primeiro? Por que não?
O Flamengo entrou atrasado na festa, mas ainda dá tempo de dançar até o final. Só não pode esquecer o ritmo no caminho.

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