O Maracanã recebeu mais um capítulo da eterna saga brasileirão – dessa vez com final feliz. O Flamengo venceu o Bahia por 1×0 no último sábado, controlando o jogo com tranquilidade e um quê de drama mexicano. Pulgar e Allan deixaram o campo lesionados ainda no primeiro tempo, Gerson foi expulso no segundo, mas o time seguiu desfilando bom futebol em campo como se nada tivesse acontecido. A crise? Só se for no departamento médico.
O maestro uruguaio e o caos controlado
Arrascaeta, sempre ele, tirou um coelho da cartola – ou melhor, da cabeça mesmo – e marcou seu sétimo gol na competição logo no início, como quem diz: “Vamos resolver isso logo pra não ter susto.”
Vale lembrar que ele já havia perdido um gol momentos antes, em uma jogadaça do Michael – fala dele!!
O Bahia até tentou mostrar que tinha vindo pro jogo em jogada individual, mas encontrou um Flamengo que parecia jogando pelada de condomínio contra aquela visita chata: controlava posse, rodava jogo, apertava e decidia.
Michael, o homem do caos
Com a bola rolando, Michael assumiu a função de bagunçar com a defesa adversária. Tal qual um drone desgovernado: impossível prever onde ia, mas sempre causando pânico.
O ponta foi o escape rubro-negro em quase todas as jogadas e colecionou dribles, corridas insanas e suspiros da arquibancada. Foi, sem exagero, um daqueles dias em que até o GPS do Bahia perdeu o sinal. Talvez um pouco de exagero da minha parte, mas ele merece.
Lesões? Só pra esquentar o roteiro
Pulgar e Allan saíram machucados no primeiro tempo, e o torcedor sentiu aquele frio na espinha. Mas o time, que em outros tempos desmontaria com duas trocas forçadas, manteve o ritmo. Gerson foi recuado pra ditar o meio-campo com sua costumeira elegância e os Araújos, Luiz e Evertton, entraram pra equilibrar o sistema defensivo que seguiu firme como se nada tivesse acontecido.
Domínio e confiança mesmo na adversidade
Mesmo com o Bahia tentando esboçar uma chegada ou outra, o Flamengo manteve o controle do jogo com tranquilidade. Foram chances criadas, posse de bola madura e uma intensidade defensiva que não se perdeu nem nas trocas de peças. A impressão era clara: o Flamengo sabia que ganharia, mas sem soberba. E isso, em futebol, é meio caminho andado.
Já na reta final, Gerson, em uma infelicidade , foi expulso e os técnicos deram ala de postura: Rogério Ceni colocou seus titulares poupados em campo e Filipe Luís mexeu na tática rapidamente, recuando o Luiz Araújo e formando uma linha de 5 na zaga com o Alexsandro mais centralizado.
Nesse momento o Bahia até apertou mais, forçando um milagre do Rossi em uma jogada que se confirmou impedimento posteriormente, mas o Flamengo ainda chegou com mais perigo em uma inversão – quase um passe errado do moleque Walace Yan – que encontrou o Luiz Araújo que avançou e carimbou a trave.
No fim, a crise adia mais um capítulo
O Maracanã foi palco de um Flamengo que, apesar das pancadas e da cara feia do DM, soube vencer mostrando uma outra face, sem ser tão insinuante. Fato é que se tem jogo do Rogério Ceni contra o Flamengo, a torcida pode comemorar.
Mais uma rodada em que a crise teve que esperar na fila do SUS, enquanto o time mostrava que ainda sabe jogar bola – e muito bem.
Agora é torcer para que as lesões não sejam graves. Porque se com um time esburacado o Flamengo já joga assim, imagina quando estiver inteiro?
O foco agora é a Libertadores. Quinta-feira tem mais Flamengo no Maraca com casa cheia e obrigação de vencer fazendo saldo. Vamos por mais!

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