Este texto contém ironia.
Quando se pensa em Argentina e fala em Córdoba, vem à mente o que deveria ser uma noite romântica, né? No caso do Flamengo não é bem assim. Talvez porque a noite foi na Argentina, mas não em Córdoba. Foi em Santiago del Estero (que deve ter altitude, favor checar, time de logística) onde os rubro-negros enfrentaram o Central Córdoba.
A torcida esperava um sentimento de vingança, afinal os caras vieram no Maracanã e venceram. Tal feito rendeu pinturas em murais, tatuagens etc. Mas a real é que foi mais uma noite de copa daquelas em que o Flamengo saiu na porrada com a Libertadores.
Foi uma noite daquelas que fazem o torcedor considerar o retiro espiritual como alternativa viável, o Flamengo empatou por 1×1 com o poderoso Central Córdoba, em um jogo que mais pareceu uma pelada de fim de ano, só que sem a cerveja como justificativa para os erros técnicos.
Se fosse um campeonato interclasses, esse time rubro-negro seria facilmente eliminado pelo 3º ano C — aquele que não tem nem professor fixo, mas pelo menos acerta passes de três metros.
O gol? Um lapso de consciência
O único momento lúcido da equipe veio com Arrascaeta, que num raro lampejo de memória muscular lembrou que é craque, entrou na área, e marcou. Pronto. Foi isso.
Não dá nem pra dizer que foi um bom momento do time, foi um milagre isolado. Logo depois, o próprio Arrasca, num lance que parecia um remake de “Perdidos em Marte”, desperdiçou uma chance na cara do gol. Telegrafou a finalização, que o goleirão encaixou.
Erros técnicos e mais passe errado que pai de santo iniciante
O Flamengo conseguiu errar mais conexões do que coach de carreira. Foi um show de horrores técnicos, com direito a domínio errado, virada de jogo pra ninguém, e até o passe no ponto passado, aquele que vai nas costas do recebedor.
Eu conte o Luís Roberto falar “erros em profusão” umas 14 vezes. E você?
A intensidade? Ficou na mala e o roupeiro esqueceu a chave. O meio-campo parecia um Wi-Fi de aeroporto: lento, instável e cheio de bug.
Léo Pereira e o flerte eterno com a catástrofe
Já virou rotina. Léo Pereira novamente tentou flertar com o VAR. Foi um quase-pênalti que eu vi a merda acontecer.
Começou fazendo o que manda o manual: mãos para trás pra não ampliar o espaço. Daí ele “Léo Pereirou” e VIROU DE COSTAS PRO LANCE. A impressão é que ele só sente que está em campo quando o juiz começa a apontar pra marca da cal.
Desta vez, escapou graças as VAR — mas segue colecionando sustos como se fossem pontos na carteira.
O saldo? Um ponto, nenhuma esperança renovada
O empate não foi o pior dos mundos na tabela, mas foi uma ducha fria no que restava de otimismo.
O Flamengo jogou como quem queria apenas garantir presença, estilo funcionário que bate ponto e vai embora. Os volantes não pisaram na área, a defesa mais uma vez se salvou no sufoco, e o banco entrou sem mudar nada — só pra constar.
No fim das contas…
O Flamengo somou um ponto na Argentina, mas perdeu uma boa dose de paciência da torcida. Quando nem Arrascaeta salva, é sinal de que a coisa tá mais feia que presença de vegano em churrasco.
Agora é torcer pra má fase de 2 jogos acabar antes que os lunáticos comecem a falar no velho desempregado que não deve ser nomeado e pra próxima atuação despertar um vazio no peito, pois foi assim que eu fiquei ontem. Sensação de derrota e vergonha alheia com os erros.

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