O jogo começou sem nenhuma cerimônia por parte do mengo. O Corinthians mal teve tempo de entender onde estava. Quando piscou, o Flamengo já pressionava a marcação, recuperava bola rápido e girava o jogo passando a bola de pé em pé.
Não demorou para Éverton Cebolinha, cada vez mais cebola, cada vez menos casca, cortar a defesa na especialidade da casa e meter o primeiro. Um golaço pra abrir a porteira — e abrir o sorriso da nação. N minha humilde opinião, falha 1 do Hugo.
E teve mais “Nenecada”
No segundo gol, Pulgar deu mais um daqueles passes no estilo facas Ginsu (entreguei a idade?), que corta linhas e achou a parede perfeita do Pedro, que só escorou pro Arrascaeta ajeitar e dar aquela cutucada que o Hugo Souza, vulgo neneca, nem se deu o trabalho de esticar os braços pra chegar. Falha 2 do Hugo e 2×0 no marcador. – Vale destacar a proteção de bola do uruguaio, que nem se abalou com tranco de zagueiro.
No primeiro tempo ainda deu pro meu Hugo Peteca se confundir e achar que tava nos tempos de Flamengo fazendo a saída de bola: recebeu o passe na boa do zagueirão e deu um passe milimétrico no peito do pé do Pedro que, com toda a frieza de um urso polar tomando café, ampliou o placar. – Aqui vale o destaque pro De la Cruz, que parecia um Jamaicano correndo uma prova de 100m pra fazer a pressão.
Entre nós, se o Hugo quisesse pedir música no Fantástico, já podia.
Pedro, Pedro, Pedro, Pedro Peeeee: gols e uma aula de aproveitamento
A essa altura o Corinthians já estava tão zonzo que nem sabia o que fazer com a bola.
Pouco depois, pra sacramentar o atropelo, Arrasca cavou um pênalti daqueles que confundiu o VAR e deixou o Coronado zonzo. O cara não tem que estar ligando pra mais nada pra dar um bote no nosso 10 dentro da área.
Pedro cobrou com classe – coisa que não é a dele – e fez o quarto, encerrando o expediente com sorriso no rosto, cãimbra na reverência e uma estatística invejável, 4 gols em 143 minutos em campo pelo brasileirão.
Um jogo de manual
Além do show de gols, o Flamengo apresentou o famoso “joga bonito, marca forte e termina inteiro”.
- Volantes invadindo a área como se fosse criança catando doce na mesa do aniversário.
- Sistema defensivo compacto, deixando pouco espaço até pra pensamento positivo.
- Substitutos mantendo a intensidade como se nada tivesse mudado.
Foi o famoso “acelerador até o último minuto”, sem dar brecha pra qualquer emoção.
A semana pós-Páscoa segue com chocolate
No apito final, o 4×0 parecia até pouco diante do que o Flamengo produziu. Foi uma aula de futebol em pleno Maracanã lotado, com direito a gargalhada geral e sorriso largo da arquibancada.
E se a atuação foi tudo isso com essa facilidade, podemos apenas imaginar o tamanho do desespero de quem ainda vai cruzar nosso caminho nas próximas rodadas. Agora é mirar a Copa do Brasil, dar rodagem pro elenco e descansar a galera pro restante da temporada
A verdade é que, enquanto alguns choram, outros aproveitam: tem cebolada, nenecada, arbitragem vacilando, mesmo que a favor, e, claro, crise na Gávea — só que não.

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