Num Maracanã esvaziado, porém cheio de expectativa do lado rubronegro depois de um chocolate, Vasco e Flamengo resolveram brindar o público com um 0 a 0 daqueles de dar orgulho pra torcida flumifogo da gama.
Mas se o placar não mexeu, pelo menos o Vasco conseguiu algo raro: sair de campo sem tomar gol do Flamengo. Pode anotar aí, vascaíno: mais um feito pra fazer bandeira nova.
O jogo começou com o Vasco dando a famosa “empolgada de 10 minutos” ou ejaculação precoce — aquele período em que o torcedor acredita que o time vai atropelar e fazer o Maraca virar a ratoeira da colina. Botaram uma bola na trave e obrigaram o Rossi a sujar o uniforme, mas, como sempre, a realidade chegou com a sutileza de um coice de mula.
O Flamengo tomou conta do jogo, empurrou o Vasco pro campo de defesa e empilhou chance atrás de chance. Parecia treino de ataque contra defesa. Só que do outro lado estava Léo Jardim, que ontem resolveu encarnar a fusão do Buffon com o Neuer em final de Copa.
Se Gerson, Pedro, Arrascaeta e até a dupla Urubão e Urubinho tentaram, Léo Jardim defendeu tudo. Bola rasteira, cabeçada, de canela, de nuca… só faltou pegar pensamento.
O cara fez uma atuação tão absurda que se todas as tentativas de finalização fossem no rosto do Pedrinho, a harmonização encaixaria onde deveria estar.
Do lado rubro-negro, o volume de jogo foi digno de quem merecia sair com os três pontos, mas a pontaria foi digna de pelada de domingo depois de feijoada.
Pedro tentou a clássica reverência, mas ficou difícil fazer pose. O time tentou de fora da área, de dentro da área, de fora da arquibancada… nada. Só faltou jogador bater escanteio e correr pra área pra tentar cabecear ele mesmo.
E o Vasco? Bem… depois dos 10 minutos de empolgação, foi assistir o jogo junto com o torcedor, mas garantiu o empate na raça, na retranca e com Léo Jardim praticamente levando a bola pra casa. O maluco pegou tanto que deve ter saído de campo mais desorientado que o Galvão na narração – lá vem MiCael.
Dizem do lado de lá das colinas que o pirata é o melhor cabeceador do mundo, mas quando a bola chegou à feição pra ele, o malandro meteu a mão, como um bom argentino faz mesmo.
No apagar das luzes, quando a FlaTT já ensaiava aquele clássico “time sem vergonha” e o vendedor de mate fazia o último giro na arquibancada, o Flamengo ainda conseguiu perder mais uma chance inacreditável.
E foi isso. Um jogo que, assim como Game of Thrones, entregou tudo e o resultado final decepcionou. No saldo, o futebol perdeu, o meme venceu.
O clássico terminou assim: o Flamengo lamentando as chances perdidas (de novo), o Vasco comemorando um empate como quem acha moeda de 1 real na rua. Próxima parada? Flamengo encara a LDU e a ladeira de Quito e rezando pra que o goleiro adversário não entre na lista que já conta com Wilson, Cleiton, Everson e, agora, Léo Jardim.
Lembra de mais algum goleiro que fechou a casa contra o mengo tengo e não deixava passar nem sinal de wi-fi? Conta pra gente no comentário.

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