Bem-vindo ao Crise na Gávea! Aqui, o Flamengo é pauta todos os dias – com muita análise em cima de informação e achismos, corneta, um humor ácido e soberba, bem do nosso jeito! Se você gosta do debate sobre o Mengão, esse é o lugar certo para você. A vida não é um morango, às vezes, quase sempre, tem uma crise!

Flamengo x Juventude: chocolate só é ruim pra intolerante à lactose

Na noite do dia 16/04, às vésperas da Páscoa, o Flamengo recebeu o Juventude no Maracanã e aplicou um 6×0 que nem pode ser chamado de goleada — foi mais um experimento científico

A sensação era de que o time gaúcho foi convocado pro jogo sem saber que era pra jogar futebol. Já o mengo tengo? O Flamengo veio pra desfilar, aplicar tese, tirar sarro e, de quebra, manter a liderança no Brasileirão e abrir saldo.

Logo de cara, Pulgar, o pitbull chileno de fachada comportada e cara de emo, abriu o placar com um gol de cabeça quase na gaveta. Cabeçada firme, digna de quem andou lendo manuais de boxe aéreo no vestiário. Na sequência, Danilo, brasileiro radicado na europa, que já tava quase esquecido pela torcida, ontem resolveu meter a dele, como quem diz: “tô aqui também, viu?”, primeiro dele com o manto.

Aí veio ele: o PSICOPLATA, o equatoriano que parece viver em um mundo paralelo onde só vale fazer gol se for de cavadinha. Se não tiver um grau de crueldade estética, ele nem tenta. Frio e calculista, cavou, sorriu e foi pra galera — mais artista conceitual que atacante.

Arrascaeta, claro, nosso uruguaio também deixou o dele, porque se não deixasse, não seria quarta-feira de Maracanã. Um gol com a naturalidade de quem acorda, faz café e resolve um jogo com um tapa nojento na bola.

E Pedro, que vinha mais calado que reunião de condomínio da Barra, resolveu meter o queixo logo com dois. O primeiro no estilo artilheiro que sabe se posicionar, cabeçada certeira depois de um lindo cruzo do Wesley…ele mesmo. O segundo foi pra dar emoção. O cara que veio de uma lesão no joelho me aplica não só uma, mas DUAS tentativas de elástico e arrepiou até o meu cabelo – sim!! – e sofre a penalidade.

Tu achou que tá bom de emoção? Calma, criança. O queixada que é tudo, menos cobrador de pênalti, bateu com a precisão de um relógio suíço da fronteira da Ponte da Amizade e o goleiro pegou dando rebote. O nosso aguerrido artilheiro SE JOGOU COMO SE NUNCA TIVESSE SE MACHUCADO NA VIDA pra empurrar pra rede.

Dois pro homem que, em menos de 90 minutos totalizados em campo pelo brasileiro, já briga pela artilharia com certo pirata de uma nau à beira do naufrágio…veremos sábado!

Reverência, reverência, reverência.

Chocolate não faz bem pra todo mundo, né, Alexsandro?

Se teve alguém que confirmou uma completa desconexão com a partida, além do time do Juve, foi Alexsandro. O lateral até iniciou bem, mas com o chocolate já desenhado, saiu de campo ainda no primeiro tempo, com a pressa de quem foi atingido por uma crise de intolerância à lactose — talvez o chocolate tava intenso demais pro gosto dele.

Se tu se ligou, coloquei a nacionalidade de todos de forma proposital. Talvez essa seja a única vez no campeonato brasileiro que um time tenha 4 jogadores de nacionalidades diferentes fazendo gol no mesmo jogo. Aí o Galvão Bueno vai à loucura.

O Juventude veio à passeio

O time adversário entrou em campo com a mesma convicção de quem vai à farmácia e esquece o nome do remédio. O meio-campo deles parecia aquele app de banco instável: toda hora alguém perdia a conexão.

Também vai entender, o time se chama Juventude, seu principal jogador é o Nenê, que é um idoso. único time geracional do Brasil.

Mesmo com Gilberto e outros jogadores com nomes exóticos no elenco, que sempre cismam em fazer gol no Flamengo, não se encontraram em campo.

A volta do inocente – até que se prove o contrário

Na metade do segundo tempo, a torcida ainda teve o privilégio de rever um rosto conhecido: Bruno Henrique, o “inocente até que se prove o contrário”, voltou aos gramados com aquela alegria de quem tá soltando pipa depois de meses de castigo.

Correu, sorriu, deu tapa de trivela — só faltou um habeas corpus no telão.

Arbitragem discreta, VAR em modo avião

Dessa vez, nem juiz, nem bandeira, nem VAR quiseram estragar a noite. Nada de polêmica, nenhum desarme de apito, nenhuma interferência bizarra. Que siga assim.

Mengão em paz, crise na mídia

O Flamengo encerrou a noite líder, com moral, saldo de gol engordado e mais uma atuação que deixa a tal “Crise na Gávea” no lugar que ela merece: nas manchetes desesperadas de quem precisa engajamento. Deixa teu like e segue no instagram e Youtube.

Enquanto isso, o Juventude vai precisar mais do que leite com pera pra digerir essa goleada. Talvez um retiro espiritual. Ou terapia de grupo, sei lá.

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