Bem-vindo ao Crise na Gávea! Aqui, o Flamengo é pauta todos os dias – com muita análise em cima de informação e achismos, corneta, um humor ácido e soberba, bem do nosso jeito! Se você gosta do debate sobre o Mengão, esse é o lugar certo para você. A vida não é um morango, às vezes, quase sempre, tem uma crise!

Grêmio x Flamengo: paternidade mantida no sul

Em um daqueles dias onde a Arena do Grêmio estava fria, característica da região, devido a ausência da torcida galdéria que já tá com as bombachas até o talo com o técnico hermano, o malvadão, que não tem nada a ver com isso, foi até lá e aplicou o selo de paternidade.

Até mesmo porque em campo, os uruguaios do Flamengo desfilaram, com toque que classe do maestro Arrascaeta e onipresença do De la Cruz, como se estivessem passeando por Montevidéu, mas sem a necessidade de passaporte.

O placar? 2 a 0 para o Flamengo, com dois gols de Arrascaeta, o homem que, de bobo só tem a cara, mais parecia um espírito zombeteiro, apenas para agitar um pouco mais as coisas.

Primeiro gol, segundo gol… e polêmica!

O primeiro gol veio aos 3 minutos do primeiro tempo, com Arrascaeta dominando calmamente a bola como se estivesse jogando na sala de casa, depois de um “passe” do EDENILSOOOOOOOOOOON (aquele mesmo).

Para os gremistas, parecia que o time estava esperando o sol brilhar por mais um minuto de silêncio. Mas, na realidade, parecia que o Flamengo já estava mais que confortável em sua visita aos pampas.

Dê certo que a torcida gremista já começava a olhar para os lados, apenas assistindo à elegância rubro-negra no certame. Não teve muito o que fazer, já que Arrascaeta é daqueles jogadores que acham que a bola é sua melhor amiga.

O segundo gol de Arrascaeta, no segundo tempo, foi aquele típico “desencanto de quem já está quase indo embora”, depois do Cebola roubar a bola e acionar o 10 da Gávea, que deu uma arrancada e, mesmo com opções de passe em ambos os lados, deu uma cutucada (de novo) no melhor estilo Baianinho de Mauá e colocou números finais à partida.

Mas a galera do Grêmio, o imortal, ainda buscava um milagre – um golzinho, quem sabe? Até tentaram num chute que o Rossi se esticou e, numa defesaça que lembrou Diego Alves, se garantiu sem ser vazado.

Nesse momento, na verdade desde o apito inicial, o que aconteceu foi mais uma disputa acirrada com antecipações na marcação, e algo que nem de longe parecia uma tentativa de reação, porém uma dança no ritmo errado.

A polêmica da mão naquilo ou aquilo na mão 

Agora, claro, não podemos deixar de falar da cereja do bolo – ou melhor, o lance que transformou a partida em um prato cheio para debates intermináveis.

O lance polêmico que abalou os nervos de todos foi aquele em que a bola tocou no braço de Gerson, depois de ricochetear em uma disputa do dinamarquês (nome difícil) com Wesley.

A torcida gremista, cheia de esperança, olhou para o árbitro, Ramon Abatti Abel, e esperou a marcação do pênalti que iria dar um tempero a mais na partida. Mas, como o futebol brasileiro é mestre na arte de nos fazer passar vergonha, o juiz seguiu seu caminho, deixando os gremistas com a cara de quem tinha pedido o milkshake e veio só o copo vazio.

Pra surpresa de ninguém, comentaristas de arbitragem, analistas de futebol e torcedores imparciais – deboche – deram suas opiniões divergentes e vida que segue. Se foi erro, fundo mais um na rodada. Vida que segue.

A busca do protagonismo pelo árbitro

Ah, já que falamos em polêmica, e não podemos esquecer da pataquada. Ramon Abatti Abel não só saiu com a honraria de ser o “errei, fui moleque”, mas também se destacou como “volante” do jogo.

Em uma cena que só seria crível em uma análise do Falha de Cobertura, ele, com a precisão de um jogador de futebol, desarmou um passe do Michael pro Arrasca – parou o jogo, como de praxe – e entregou a posse de bola para o Grêmio (!!!).

A vitória e o sabor amargo para o Grêmio

Antes mesmo do apito final, gritos de “olé” ecoavam na arquibancada, não identifiquei de qual lado. Mas a festa ficou por conta do Flamengo, que soube controlar bem a vantagem e garantiu mais três pontos na tabela e, de tabela, a liderança.

O Grêmio, por outro lado, ficou com aquele gosto amargo de quem viu a vitória escorregar como a bola no braço de Gerson – de forma duvidosa, mas sem nada que pudesse mudar a realidade.

No fim das contas, o Flamengo fez o que faz de melhor: desfilou seu futebol, enquanto o Grêmio teve que lidar com o peso de um jogo que teve mais sabor de injustiça do que de competência.

Mas, é claro, o futebol é assim mesmo. E no Uruguai do Norte – como diz Arthur Muhlenberg – , como em qualquer lugar, o Flamengo sabe muito bem como deixar sua marca. Agora é manter o embalo contra Juventude e Vasco até chegar e fincar a bandeira no alto do morro de Quito.

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