A Libertadores começou, e com ela veio aquela esperança renovada: será que esse é o ano do tetra?
Frio na barriga, o coração acelerado, a televisão ligada e… bem, o jogo bem morno contra o Deportivo Táchira que chegou a bater aquela sensação de que a Libertadores odeia o Flamengo.
Ah, mas no final das contas o Flamengo venceu? Venceu.
Mas se você cochilou já durante o primeiro tempo, não se culpe: não perdeu grandes emoções. Vamos combinar que essa estreia foi mais morna do que aquela tua cerveja velha do fundo da geladeira.
⚽ Primeira impressão: mais sono que pressão
O palco era o Estádio Pueblo Nuevo, na Venezuela. E a expectativa da Nação era ver um Flamengo dominante, com aquele futebol envolvente.
Só que o que vimos foi um time travado, previsível e com um meio-campo combativo, porém acéfalo. Os pontas pareciam jogar de calça jeans molhada. Faltou criatividade, intensidade e aquela triangulação que a gente tanto ama.
Sem Arrascaeta, sem Gerson e com um meio-campo “improvisado”, o time ficou refém de jogadas laterais e bolas longas do Léo Ortiz. Tudo muito travado, burocrático. Parecia que o jogo era de pré-temporada.
Convenhamos, o desgaste de viagem e o estado do gramado favoreceram o baixo desempenho, mas isso não é desculpa, até porque a maioria dos gramados nos certames tupiniquins também deixam muito a desejar.
💥 O gol que caiu do céu (e do banco)
Foi só no segundo tempo que alguma emoção apareceu. E quem resolveu? Ele mesmo: Juninho, um herói improvável. Entrou no lugar de Michael, e no primeiro toque na bola (literalmente), mandou de peito pro gol após um desvio de Bruno Henrique.
Um gol “achado”, em lance completamente isolado, mas vale igual. Três pontos na mala e um alívio temporário para a torcida, que já liga um sinal de alerta com o time que, apesar dos muitos desfalques, demonstra fragilidades e carências a serem corrigidas ao longo da temporada.
😬 Destaques e preocupações
- Trave salvou!
Quando o Táchira resolveu atacar, foi ela quem garantiu o placar. Com uma certa pressão do time da casa no final do jogo, Maidana carimbou a baliza. - Everton Cebolinha? Oi, sumido!
Tentou uma coisa ou outra e chegou na bola pro cruzamento no lance do gol, mas nada que justificasse. Ainda está devendo pós-lesão, mas é importante demais pra temporada. - Bruno Henrique: lampejos, mas…
O unicórnio é sempre perigoso e acha alguma jogada, mas sem muita efetividade dessa vez. Valeu pela “assistência” no lance capital. - Meio-campo travado:
Léo Ortiz – sim, ele era o armador do time – fez bem sua função na zaga, mas no meio…era o encarregado pelos passes que quebravam linhas. Pulgar fez uma partidaça, senhor do setor e boa dupla com Nico, mas falta um deles pisar mais na área.
🧠 O que isso diz sobre o time?
O Flamengo mostrou que ainda precisa encaixar melhor as peças, especialmente sem seus principais armadores. Filipe Luís tem boas ideias, mas ainda está tentando encontrar o equilíbrio certo entre posse de bola, intensidade e agressividade ofensiva.
Vale lembrar: Libertadores não perdoa. Jogar o básico contra adversários mais fortes pode custar caro.
Dito isso, o time volta a vencer fora de casa pela competição sul-americana depois de mais de 2 anos, o último (sem contar a final de 2022 que é jogo único) foi a goleada contra o Vélez.
🔜 Domingo tem mais emoção!
Agora é virar a chave!
No domingo (07), o Flamengo encara o Vitória, no Barradão, pela segunda rodada do Brasileirão. O time baiano vai querer fazer bonito diante da torcida, e o Mengão precisa mostrar evolução – principalmente no meio e no ataque.
Se a estreia continental foi com emoção moderada, o jogo no Brasileirão promete um teste de fogo e o Flamengo precisa buscar 3 pontos depois do empate em casa na estreia na competição.
📣 E aí, torcedor, o que você achou?
Você ficou satisfeito com o resultado ou tá com a pulga atrás da orelha? Acha que o time vai embalar, ou a Crise na Gávea está no modo silencioso, prestes a meter as caras?
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